Conheça oito cereais que invadem a nossa mesa

Foto de Marzena7 em Pixabay.     A semente dourada é sinónimo de uma alimentação rica e saudável, mas atenção porque tem glúten.

Trigo integral mantém todos os nutrientes naturais

Triticum é o nome científico de onde todas as espécies de trigo derivam e que é utilizado na alimentação humana através de pão, massa, bolos, etc. Mas se para a grande maioria das pessoas, a semente dourada é sinónimo de uma alimentação rica e saudável, existem algumas pessoas que são intolerantes a certas substâncias desse cereal, como é o glúten. É por isso recomendado que em caso de dúvida ou receio peça ajuda a um especialista em nutrição. Também já está cientificamente comprovado que o trigo no seu estado integral, em vez de refinado, apresenta nutrientes que permitem o nosso organismo combater melhor os stresses no aparelho digestivo, regular o metabolismo, prevenir a arteriosclerose, a diabetes tipo 2, a obesidade, reumatismo e doenças degenerativas, como por exemplo o da mama.


Foto de Stina_Magnus em Pixabay.     As bolinhas de aveia são um exemplos do que que pode fazer com este cereal para ter uma alimentação mais amiga do seu corpo. A aveia pode ser encontrada em floco, farelo ou farinha.

Aveia combate compostos cancerígenos 

É um grão de cereal rijo e capaz de suportar condições de cultivo em solo pobre, onde outro tipo de culturas teriam dificuldade de sobreviver. A aveia pode ser encontrada em floco, farelo ou farinha e além de resistente, apresenta nutrientes que são indispensáveis ao nosso organismo. Neste caso, o processo de descasca não retira o farelo do gérmen, garantindo assim que toda a concentração de nutrientes da aveia se mantêm intactos. É rica em fibras, proteínas, vitaminas e minerais. Meia chávena de chá de aveia, ou três colheres de sopa de farelos todos os dias, nem sabe o bem que lhe faz. Pode ser consumida ao pequeno almoço ou às refeições, por exemplo, junto com uma salada.

A aveia garante que o organismo ganhe aliados para controlar stresses como a diabetes, o colesterol, arteriosclerose ou hipertensão. E ajuda ainda a prevenir doenças degenerativas, pois, segundo os especialistas, os nutrientes existentes na aveia favorecem a eliminação dos compostos cancerígenos que são formados no processo de digestão das gorduras.

Mas atenção porque a aveia tradicional tem glúten, logo para quem tem intolerância ao glúten deve procurar, nas casas da especialidade, a aveia sem este nutriente.


Foto de Adelia Rosalinda em Pixabay.       O arroz é o terceiro cereal mais produzido a nível mundial, logo atrás do milho e do trigo.

Arroz é uma fonte de hidrato de carbono

Oriundo da Ásia, o arroz é a base da alimentação de uma grande parte da população mundial. Não admira por isso que seja o terceiro cereal mais produzido no planeta, logo atrás do milho e do trigo.

A China e a Índia são os maiores produtores deste grão que independentemente de ser pequeno, médio ou longo, é rico em hidratos de carbono, mas também fornece proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao nosso organismo. Utilizado tradicionalmente em receitas de culinária ou produtos alimentares como, por exemplo, leite ou óleo de arroz, este cereal é também parte ativa em produtos de beleza, na alimentação de animais quer diretamente ou através de subprodutos como rações. É ainda usado para fazer fertilizantes, produzir energia elétrica através de centrais de biomassa que queimam a casca de arroz, mas o grão pode também ser usado para outras práticas, como por exemplo, secar aparelhos eletrónicos ou amadurecer fruta.

Mas atenção que o vulgar arroz branco, ou seja refinado, já perdeu parte dos seus ingredientes, ao contrário do que acontece com o arroz integral.

Em Portugal, o consumo de arroz é um dos mais elevados da Europa, as últimas estatísticas apontam para que, em média, cada português consuma cerca de 15 quilos por ano. Uma alimentação rica em arroz é uma grande fonte de energia, devido à elevada concentração de hidratos de carbono, mas fornece nutrientes para que o organismo faça frente a stresses de colesterol, diabetes, pressão arterial, prisão de ventre, digestivas e diuréticas ou doenças degenerativas (do intestino ou colorretal).


Foto de Imagesthai.com em Pexels.       A farinha de centeio retém uma grande quantidade de nutrientes após a moagem e a refinação porque é difícil separar o gérmen do farelo e do endosperma.

Centeio tem um baixo nível calórico

Mais comprido e esguio do que o trigo, com uma cor castanho amarelado ou verde acinzentado, o grão de centeio é conhecido cientificamente como Secale cereale. É muito utilizado na elaboração de rações, farinhas (para fabricar pães ou bolos), cerveja, whisky e vodkas, ou na alimentação de animais através de forragem ou feno. Na moagem e refinação, ao contrário do trigo, é difícil separar o gérmen do farelo e do endosperma do centeio, logo a farinha retém normalmente grande quantidade dos nutrientes.

Na alimentação do ser humano é necessário alertar que é indicado desde que a pessoa seja tolerante ao glúten. Nesse caso, o centeio é recomendado a diabéticos, hipertensos e atletas, uma vez que é rico em fibras, minerais e pobre em calorias. O consumo de centeio fortalece a flexibilidade das artérias, combate a arteriosclerose, hipertensão, prisão de ventre, melhora a digestão e o metabolismo, reduz a possibilidade de asma e previne a doença degenerativa do cólon.


Foto de congerdesign em Pixabay.         A cevada tem um profundo sabor a noz e é rica em fibras, vitaminas e minerais.

Cevada é o quinto cereal mais produzido no Mundo

É prima afastada do trigo, oriunda da Ásia e de África, o seu grão tem um profundo sabor a noz e é rico em fibras, vitaminas e minerais. É o quinto cereal mais produzido no mundo e é uma fonte de alimento para o ser humano (padaria, pastelaria, massa e é também um ingrediente da cerveja) e animais, podendo também ser consumido em grão, farelo, farinha solúvel (espécie de café), chá ou em cápsulas.

Mas atenção porque que a cevada contém glúten, logo não deve ser consumido por quem é alérgico.

Para a generalidade das pessoas os benefícios passam pelo reforço do sistema imunológico, aumenta a facilidade na digestão, o controlo do colesterol, diabetes, hipertensão, previne stresses de obesidade, artrites, impotência, renais e de pele (trava o envelhecimento precoce e estimula o crescimento do cabelo e unhas), além da doença degenerativa do cólon.


Foto de Altamir Lavoratti em Pixabay.       O milho é o cereal mais popular do mundo, mas a maior parte é produzido através de sementes geneticamente modificadas e que têm impacto nocivo para os seres humanos e também para o meio ambiente.

Milho está nas mãos da ciência genética

Oriundo do México, cresce em espigas, em que cada uma está coberta por várias filas do grão amarelado, embora possa assumir outras cores, que estão protegidas por uma seda que forma uma casca a envolver toda a maçaroca. Eis o milho, o cereal mais popular do mundo e também o mais produzido, em grande parte, cerca de 70%, graças à mutação genética que desde meados do século passado foi sendo introduzida e cujo real impacto no ser humano e no meio ambiente ainda não é totalmente conhecido.

O milho assume-se com um dos alimentos mais nutritivos que existe, em grande parte devido à generalidade dos aminoácidos que contém. Talvez por isso, nos primórdios era conhecido como o “sustento da vida”, não só para o ser humano, mas para os animais em geral. O ouro do celeiro desempenha um papel importante no reforço da imunidade, na prevenção de stresses digestivos, colites, colesterol, diabetes, hipertensão, osteoporose, epilepsia, atua como agente anticancerígeno, além de travar o alzheimer e o envelhecimento. No entanto, as alterações genéticas introduzidas levantam agora muitas dúvidas sobre os benefícios do milho.


Foto de Luis Iranzo Navarro-Olivares em Pixabay.       O trigo sarraceno não contém glúten e pode ser encontrado, por exemplo, em massas.

Trigo sarraceno é um farol para os alérgicos ao glúten

É da família da ‘polygonaceae’, mas não é uma gramínea como o trigo tradicional e é também conhecido como trigo-mourisco. Tem um sabor de noz agradável e não contém glúten. É vendido cru ou torrado e contém oito tipos de aminoácidos, fundamentais ao nosso organismo, além de ser uma fonte de fibras e de vitamina B, magnésio, cobre, cálcio, manganês, fósforo e flavonoides que atuam como antioxidantes. Segundo os especialistas, o trigo sarraceno ajuda a baixar os níveis de açúcar, controlando a diabetes, baixa a pressão arterial e reduz o colesterol mau no sangue.


Foto de Bishnu Sarangi em Pixabay.       O milhete é usado na confeção de pães, papas, bolos, diversos pratos e sobremesas.

Milho-painço é rico em minerais

É da família da planta do milho, oriundo da Ásia e do Norte de África, o milho-painço, também conhecido como milhete, é um cereal mais antigo do que o arroz, a cevada, o trigo ou o centeio. É altamente nutritivo, suave, contém muita fibra e também de fácil digestão. Na alimentação humana é usado na confeção de pães (na Ásia e Índia), papas, bolos e diversos pratos e sobremesas, além de ser comum na alimentação de aves e outros animais.

O milho-painço tem apenas 3% de gordura, 15% de proteína, vitaminas do complexo B, aminoácidos essenciais, lecitina, alguma vitamina E e tem valores elevados de minerais como: o ferro, o magnésio, o fósforo e o potássio. É o único cereal alcalino e não contém glúten, o que é um grande aliado para os alérgicos a essa propriedade.

O milho-painço beneficia a digestão, náuseas, stress de sono, prevenção da osteoporose graças ao alto teor em cálcio, controla a diabetes, colesterol e anemia, fortalece o sistema nervoso, além de atuar sobre a pele, unhas, esmalte dos dentes.

 

Este texto é uma tomada de consciência. De acordo com a estação do ano e o momento em que se encontra, cabe a cada um sentir se deve consumir este alimento. A dosagem e a frequência depende da natureza e da condição física de cada Ser Humano. 

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