Ervas aromáticas essenciais no dia-a-dia

Foto de Esfera Dourada.          O poejo não é recomendado a crianças menores de 12 anos e grávidas, sobretudo nos primeiros meses, pois pode provocar aborto.

Poejo

Oriunda da Ásia e do Mediterrâneo, a planta do poejo apresenta talos eretos quadrangulares, ramificados com as folhas verdes em forma de lança que transmitem um aroma semelhante a hortelã-pimenta. É consumido fresco, seco, em chá, em banho ou através de óleo. O poejo ajuda a tratar stresses como a diabetes, má digestão, gripes, constipações, asma, bronquites, cólicas menstruais, crises no sistema nervoso, enjoos e reumatismo, entre outros. É uma fonte rica em vitamina A, minerais como o potássio e magnésio e flavonoides, entre outros nutrientes.
Mas há contraindicações, o poejo não é recomendado a crianças menores de 12 anos e grávidas, sobretudo nos primeiros meses, pois pode provocar aborto.


Foto de Nayuta em Pixabay.       O coentro é desintoxicante de metais pesados como mercúrio, chumbo ou alumínio.

Coentros

A origem do coentro é incerta embora nos países da bacia do mediterrâneo há muito que é utilizada na culinária e na medicina. Esta erva aromática tem folhas verdes bem recortadas que apresentam um sabor suave com um perfume inconfundível e bastante marcante. É rica em vitaminas (A, C, B3 e E), minerais (potássio, cálcio e fósforo) e uma grande fonte de fitoquímicos. Como benefícios do coentro destaca-se o seu poder desintoxicante de metais pesados no nosso organismo como mercúrio, chumbo ou alumínio (estes podem provocar stresses negativos no coração, no cérebro, sistema nervoso, pulmões, ossos, ou até gerar doenças degenerativas) e ajudam ainda limpar as toxinas presentes no fígado, rins e aparelho digestivo devido ao alto teor de clorofila. Esta planta é ainda protetora cardiovascular, através da redução do colesterol e da diabetes. Os coentros assumem ainda atividade como antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória (alivia dores de artrites e reduz pequenos inchaços). As suas propriedades funcionam como relaxante muscular, calmante da mente, combate a insónia e promove a saúde da pele entre outras.

Mas atenção que o consumo de coentros em excesso poderá provocar convulsões ou até ter um efeito tóxico sobre o sistema nervoso causando embriaguez. Não é recomendado durante a gravidez ou em fase de amamentação, em stresses de gastrite, hiperacidez, após ataque cardíaco, trombose, hipertensão ou diabetes. Também a ingestão de sementes ou chá de coentros  não deve ser feita em excesso pois poderá provocar stresses no fígado ou renais. Em caso de dúvida consulte sempre um especialista.


Foto de Strecosa em Pixabay.      O orégão é um antibiótico natural eficaz contra infeções urinárias.

Orégão

Planta muito popular nos países mediterrânicos, tem pequenas folhas verdes, ovais e pontiagudas que apresentam um aroma forte e personalizado com um sabor amargo. Em termos nutricionais, os orégãos fornecem vitaminas (A, B3, E e folatos), minerais (cálcio, potássio, ferro, fósforo e magnésio) e dispõem ainda de vários fitoquímicos (destaca-se o carvacrol pelas importantes propriedades antitumorais, anticancerígenas, analgésicas, anti-inflamatórias, hepatoprotetoras e antiplaquetárias).

Os orégãos contêm também ácidos gordos com propriedades antioxidantes, antibióticas, antivirais, imunoestimulantes e ácido rosmarínico, com forte ação antioxidante. Como antibiótico natural é eficaz no tratamento de gastroenterites, infeções urinárias e pneumonias, além de ser um antidiabético.


Foto de Dieter Freese em Pixabay.       A salsa é um diurético poderoso e um aliado para ajudar a combater as pedras nos rins.

Salsa

As verdes folhas, tipicamente divididas e pontiagudas oferecem um aroma doce e sensível que as torna indispensáveis em qualquer cozinha, em particular nos países mediterrânicos. Deve ser consumida crua.

Existem muitas variedades de salsa e é uma planta que pode atingir os 80 centímetros de altura.  Contém vitaminas (A, E e C), minerais (cálcio, magnésio e potássio), flavonoides e no que respeita aos fitoquímicos, apresenta apigenina, luteolina, campferol, miricetina quercetina e ácido cafeico.
A salsa é um poderoso diurético, curando a retenção de água no organismo, sendo recomendada para pedras nos rins, reumatismo e cólicas menstruais. Combate o cancro do cólon e da próstata, é um antioxidante, anti-inflamatório, protege de stresses negativos cardiovasculares e reforça o sistema imunológico, entre outros.  Por exemplo, um ramo de salsa debaixo da axila seca o leite materno.


Foto de Inaktiv, Webseite em Pixabay.      O cebolinho é um amigo na luta contra o colesterol mau e reduz a pressão arterial.

Cebolinho

Planta bolbosa com folhas longas, cilíndricas e ocas que libertam um aroma suave e espontâneo, aliado a um sabor fresco e subtilmente doce com um ligeiro travo apimentado. Oriundo da Ásia e da família da cebola e do alho, o cebolinho é mais elegante e distinto.

Esta planta é rica em vitaminas (A, C, K), minerais (potássio, cálcio e fósforo), além de oferecer proteína, poucos hidratos de carbono e zero de gordura.

Os seus ingredientes são um aliado à prevenção de doenças degenerativas (estômago, colorretal, próstata, esófago, seio, cólon, ovários ou pulmões), fortalece os ossos e o sistema nervoso (ajuda a travar o alzheimer), permite recuperar de stresses negativos no aparelho digestivo (é antibacteriano), luta contra o mau colesterol e reduz a pressão arterial (diminui o risco de stresses cardíacos tipo AVC e ataques cardíacos). Melhora ainda o sistema imunológico, ocular (retarda o aparecimento de cataratas), respiratório e é um aliado na gravidez para que o feto tenha uma saúde equilibrada, além de melhorar a pele, fortalecer o cabelo e ajudar a controlar o peso.


Foto de Summer K. em Pixabay.     O consumo de hortelã melhora a digestão e reduz as dores de cabeça.

Hortelã

O verde-escuro e intenso aroma a doce mentol picante, mas refrescante e perfumante torna esta planta distinta como erva aromática. É proveniente da região mediterrânica, mas usada um pouco por todo o mundo, e existem muitas variedades da sua espécie cuja principal distinção está na intensidade do sabor a mentol e no travo diverso (vai da laranja ao chocolate).

A hortelã, também conhecida como menta, cresce com muita facilidade podendo alcançar os 100 centímetros de altura e as suas folhas verdes são fortes, ovais e enrugadas. Rica em vitaminas (A, C) e minerais (cálcio, potássio, fósforo e magnésio), a hortelã oferece muitas propriedades terapêuticas das quais se destacam a antiespasmódica, analgésica, antisséptica, anti-inflamatória, digestiva, anestésica e expetorante.

Na prática, o consumo de hortelã melhora a digestão, reduz dores de cabeça (esfregar folhinhas na testa ajuda a reduzir a enxaqueca ou inflamações), náuseas de viagens ou gravidez, descongestiona as vias respiratórias (chá) em caso de constipações, é um aliado contra a fadiga (dá energia reduzindo o cansaço, ansiedade e desanimo) e o colesterol, protege a pele (efeito esfoliante e hidratante), reforça o sistema nervoso e o sistema imunológico. É também um aliado a favor do reequilíbrio da mama, próstata, fígado, pele, pulmão, cólon ou alzheimer.

O perfume intenso da hortelã faz com que também possa ser usada como repelente de insetos.

Mas nem tudo são benefícios, a hortelã não deve ser dada a menores de cinco anos, pois poderá causar alergias graves. Também o consumo em excesso poderá anular alguns dos seus benefícios e no caso dos homens poderá provocar a redução da testosterona.


Foto de tookapic em Pixabay.      O manjericão é uma das ervas indispensáveis ao equilíbrio do nosso organismo.

Manjericão

Dono de um perfume fresco, forte e ardente que é lançado através das suas folhinhas grandes, ovais e enrugadas de cor esverdeada, o manjericão oferece um paladar doce com um toque picante e notas de canela, limão e anis. Oriundo da Ásia, embora hoje já esteja espalhado pelo Planeta, é uma das ervas indispensáveis ao equilíbrio do nosso corpo, por isso muito usada na culinária, mas também há quem o considere que promove a reconciliação e o amor. Na Grécia, por exemplo, o manjericão é plantado à porta de casa para dar boas vindas e também para afastar as moscas.

Em termos nutricionais, o manjericão fornece vitaminas (A, E, C) e minerais (cálcio, potássio, fósforo e magnésio), nutrientes que fazem com que esta planta seja antibacteriana, uma protetora dos rins, do coração (melhora o fluxo sanguíneo, controla o colesterol e protege dos radicais livres), ajuda a recuperar de bronquites e infeções das vias respiratórias, é um antioxidante que trava o crescimento de células cancerígenas e fortalece o sistema nervoso, imunológico e digestivo. No entanto, o consumo de manjericão não é recomendado a mulheres grávidas, nem a crianças de idade inferiores a 12 anos.


Foto de A_Differente_Perspective em Pixabay.     O alecrim ajuda a retardar o envelhecimento das células e a eliminar toxinas.

Alecrim

Pequenas folhas, opostas, esguias e pontiagudas, a fazer lembrar um pinheiro, de cor verde-acinzentado preenchem as hastes lenhosas de um tronco que pode alcançar os dois metros de altura. Do alto desta elegância rústica, o alecrim transmite um aroma único, forte, quente e contagiante, com um sabor fresco, doce e energético. É originário do Mediterrâneo e as suas qualidades atribuem-lhe um estatuto de mágico da alegria, pois ainda hoje é usada em muitos trajes e decorações, como por exemplo casamentos.

Em termos nutricionais é uma excelente fonte de vitaminas (B1, B2, E, C) e minerais (potássio, cálcio, sódio e fósforo), nutrientes que a transformam num anti-inflamatório, relaxante muscular, fortificante, cicatrizante, antisséptico e bactericida. Esta planta tem também grandes quantidades de substâncias antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento das células e eliminar toxinas do nosso organismo.

O alecrim ajuda no tratamento de reumatismo, depressão, cansaço, má circulação, gases intestinais, sistemas de digestão e respiração, insônia, dores de cabeça, cólicas menstruais e cicatrização de feridas, reforça o sistema imunológico e ajuda a reequilibrar stresses (mama, próstata, cólon, pele), entre outros benefícios. Pode ser consumido em chá (duas colheres de sopa de alecrim para um litro de água e deixe ferver dois minutos) ou em óleo. Encontra-se com facilidade em ervanárias e supermercados.

O consumo de alecrim não deve, no entanto, ser exagerado, uma vez que pode causar inflamação dos rins ou uma gastroenterite. Além disso, não é recomendado o consumo grávidas, crianças de idade inferior a 12 anos ou pessoas com stresses negativos no coração e risco epilepsia.


Foto de Emilian Robert Vicol em Pixabay.      O tomilho permite combater doenças como bronquite, catarro, gripe ou constipação.

Tomilho

Originário da Europa, de nome científico thymus vulgaris, as suas folhas são mais compridas do que largas, de forma linear e elíptica, num verde-cinza de tom claro. Estas têm um sabor amargo e uma fragrância aromática forte e envolvente que são muito atrativas, em particular para as abelhas. Também os cozinheiros não abdicam desta planta para dar um toque especial aos seus pratos, mas as suas propriedades são fundamentais para o nosso organismo devido à sua ação expetorante, antisséptica, antibacteriana, antiviral, estimulante e vermífuga, entre outras.

O tomilho permite assim tratar stresses de asma, bronquite, catarro, gripe, constipação, pneumonia, reumatismo, inchaço, luxação, reduz a pressão arterial, acne e reequilibra stresses da mama ou do cólon.

No entanto, o tomilho não deve ser consumido durante a gravidez, no período de amamentação, por crianças com menos de seis anos, pessoas com stresses cardíacos e deve ser usado com cautela durante a menstruação, em caso de gastrite ou úlceras, stresses intestinais ou fígado.


Foto de kropekk_pl em Pixabay.     O louro ganhou ao longo dos séculos o estatuto de símbolo de vitória e da imortalidade.

Louro

O loureiro é uma árvore imponente, pode atingir 10 metros de altura, e da sua copa sobressaem folhas verde-escuras em forma de lança, lisas, duras e aromáticas, mas de sabor amargo. O louro é usado desde os tempos imemoriais e conquistou o estatuto de símbolo de vitória e da imortalidade (o uso da coroa de louros terá origem na mitologia grega no amor não correspondido de Apolo [patrono dos triunfos, das belas artes e da medicina, além de arquétipo da beleza masculina] pela ninfa Dafne, que foi transformada num loureiro para fugir ao seu assédio. Impossível de conquistá-la, Apolo terá feito uma coroa do dito loureiro, unindo-se assim à sua amada).

Também todos os chefes de cozinha não abdicam do louro no seu dia-a-dia, sendo o uso mais eficaz quando as folhas estão secas, mas atenção que não se pode comer o louro.

Os principais nutrientes do louro são hidrato de carbono, vitaminas B6 e C, potássio, fibras, magnésio e ácido fólico, entre outros e que permitem oferecer propriedades anti-inflamatórias, antirreumáticas, diuréticas, digestivas, hepáticas, expetorantes e estimulantes, etc. Tem compostos anticancerígenos que permitem reequlibrar de stress  da mama e da leucemia, reduz a diabetes, colesterol e tensão arterial, entre outros benefícios.

Já o chá de louro é recomendado para prevenir constipações e em caso de febre. Para preparar o chá basta adicionar três folhas num litro de água e deixar ferver durante cinco minutos.

O consumo de louro não é recomendado para grávidas ou mulheres em fase de amamentação.


Foto de U. Leone em Pixabay.      O consumo de chá de erva-doce ajuda à produção de leite materno e previne as cólicas do bebé.

Erva-doce

Também conhecida como funcho, é originário de países da Ásia, Egito e Grécia, tem um caule alto e firme com múltiplas ramificações de um verde bastante vivo que terminam em longas folhas finas e muito rendilhadas. O seu fruto é uma semente seca, oval e achatada com um forte aroma e sabor a anis. O bolbo, as folhas ou as sementes podem ser todas consumidas na culinária, chá ou na cosmética, pois são uma grande fonte de nutrientes como vitaminas (A e C), minerais (cálcio, ferro, magnésio, potássio, zinco e fósforo), além de possuírem propriedades que inibem o metabolismo das células cancerígenas que podem resultar por exemplo em doença degenerativa da mama. A erva-doce tem propriedades antiespasmódica, estimulante, relaxante, vermífuga, antirreumática que têm efeito sobre o sistema cerebral, respiratório, digestivo, imunitário, reforça a memória e ajuda a prevenir o envelhecimento precoce, como o aparecimento de rugas.

O consumo de chá (três colheres de sopa de sementes de erva-doce para um litro de água) ajuda a combater gases intestinais, na fase de amamentação ajuda à produção de leite e previne cólicas do bebé, favorece a digestão e abre o apetite, melhora o mau hálito, controla o colesterol e reduz a pressão arterial, entre outros benefícios.

Mas atenção que a erva-doce não deve ser consumida por doentes que têm úlceras, refluxo ou cólicas e o óleo de erva-doce deve ser evitado por grávidas (a semente também pode ser abortiva) ou em fase de amamentação ou por quem está a tomar suplementos para reforçar o ferro.


Foto de Hans Braxmeier em Pixabay.        A salva é conhecida como erva-santa, devido às suas propriedade para o nosso organismo.

Salva

De folhas longas, aveludadas, rijas e enrugas de cor verde-acinzentadas com um aroma de cânfora ligeiramente apimentado, a salva é originária da região mediterrânica oriental. Também conhecida como erva-santa, devido às suas propriedades que em laboratório já se comprovou que ajuda a tratar o alzheimer e retarda o envelhecimento.

Das suas propriedades destacam-se o poder antioxidante, anti-inflamatória, antirreumática, antitranspirante, balsâmica, digestiva, estomacal, germicida, hipoglicemiante (diminui a glicémia) e tónica. É indicada como estimulante capilar, cicatrizante de mucosas, para gengivite, aftas, bronquite, tosse e catarro, para stresses gastrointestinais, controlo da diabetes, colesterol, entre outras.

No entanto, a salva não deve ser consumida por grávidas (estimula contrações) ou em fase de amamentação, por pessoas com insuficiência renal, durante a menstruação e também não deve ser usada em grande quantidade nem durante muito tempo. Em caso de dúvida ou receio deve recorrer sempre a profissional de saúde.

Este texto é uma tomada de consciência. De acordo com a estação do ano e o momento em que se encontra, cabe a cada um sentir se deve consumir este alimento. A dosagem e a frequência dependem da natureza e da condição física de cada Ser Humano. 

 

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