Conheça 10 tipos de algas para ter à mesa

Centrando o foco apenas nas algas do mar, verificamos que a legislação europeia restringiu a utilização de macroalgas marinhas na alimentação humana e animal a 22 espécies, baseadas apenas nos registos de consumo na Europa (ver em baixo tabela da UE) e não por uma questão de segurança alimentar. Sugerimos agora 10 tipos de algas que pode encontrar facilmente numa loja da especialidade para poder apreciar no dia-a-dia à mesa do seu lar.

Foto de Pixabay.       Os alimentos enrolados na Nori fazem um prato delicioso. Esta alga também é utilizada no sushi.

Nori ofereceu a popularidade ao sushi

A nori é uma das algas mais populares do mundo por fazer parte do famoso sushi. Faz parte do grupo das algas vermelhas, mas o modo como é preparada para ser confecionada pode conferir-lhe outros tons: roxa, preta ou verde. A boa aparência para consumo é reconhecida pela forma homogénea das folhas finas e secas que devem ter uma cor brilhante em contacto visual com o sol. É rica em iodo, cálcio, ferro, além de outros minerais e um quarto do seu conteúdo são proteínas. A nori tem ainda bastante carga de vitaminas, em particular A e B12. É recomendada, por exemplo, para combater a osteoporose ou melhorar a visão. Pode ser ingerida diretamente, tem um sabor suave a peixe, ou depois de partir as folhas aos pedaços pode polvilhar em pratos de arroz, feijão, sopa, saladas, vegetais ou outras refeições.

Foto de Francesco Angrisan em Pixabay.     Nori hidratada, tal como é vendida nas lojas da especialidade.

Foto de Pixabay.    Wakame é a alga indicada para iniciantes desde tipo de vegetais.

Wakame promove a desintoxicação do corpo

É originária do Pacífico, mas também se encontra na Península Ibérica e na costa Francesa. É classificada como alga castanha e indicada para quem quer começar a consumir este tipo de vegetais, uma vez que no meio da coloração verde acastanhado apresenta um sabor fino adocicado e uma textura mais suave do que as congéneres. As principais propriedades são o alto teor de cálcio, é 11 vezes mais rica em cálcio que o leite, além de possuir um alto teor em fósforo, iodo, proteínas e vitaminas A, B1 e B2.

É utilizada para melhoria dos sistemas circulatório e respiratório, como por exemplo a asma e a bronquite. Esta alga ajuda também a remover as toxinas nocivas do nosso organismo e é por isso frequentemente utilizada por quem quer reduzir peso e promover uma alimentação saudável.

Para cozinhar deve-se demolhar as algas desidratadas durante 30 minutos e entre 15 a 20 minutos para confecionar. Podem ser consumidas através de sopas, saladas, massas, pizzas entre outros pratos.

Foto de Pixabay.      A alga wakame é 11 vezes mais rica em cálcio do que o leite de vaca.

Kombu é mundialmente conhecida pelo seu poder em iodo

É uma das mais consumidas a nível mundial. Pertence à família das algas castanhas, é uma laminárias, e as suas fibras são das mais rijas entre as algas, daí necessite mais tempo para ser cozinhada.

Os principais produtores são japoneses, mas também é possível encontrá-la na costa da Península Ibérica. É rica em hidratos de carbono, proteínas e vitamina A, C, E e B, mas destaca-se pela elevada quantidade de iodo (um elemento natural valioso para o bom funcionamento da glândula tiróide), além de conter também cálcio, fósforo, sódio.

O consumo de kombu é recomendado para fortalecer o intestino, muito usada para combater colites, estimular o sistema linfático, regular o colesterol e a tensão arterial, além de estar também associada ao tratamento de stresses de artrite, reumatismo, anemia e hipotiroidismo.

Para serem cozinhadas devem ser demolhadas, pelo menos, entre 30 a 45 minutos e deve o tempo de cozedura ascender a 45 minutos. É ideal para juntar a feijão, aromatizar sopas – no Japão é muito utilizada na sopa Dashi, uma das mais conhecidas a nível mundial – ou para acompanhar outros vegetais, cereais e leguminosas, bem como massas, arroz ou pães ou ainda usada em chá.

Foto de Esfera Dourada.    Os japoneses utilizam muito a kombu para fazerem a famosa sopa Dashi.

Arame é o espaguete do mar

É constituída por finos filamentos, faz lembrar o esparguete, de cor castanha e com um sabor suave e ligeiramente doce, muito semelhante à alga hiziki. Esta cresce nos mares profundos da costa japonesa e é rica em cálcio, fósforo e iodo, além de um elevado valor em vitaminas, em particular A, B1 e B2. É muito utilizada para reforçar a circulação sanguínea, travar a hipertensão e regula os órgãos reprodutores femininos e masculinos.

Para o seu consumo deve ser demolhada durante 15 minutos e cozida durante meia hora ou mais. Pode ser um bom acompanhamento de outras verduras como cenouras, cebola ou adicionada em saladas ou sopas.

Foto de Esfera Dourada.    A alga arame é muito usada para acompanhar legumes em saladas e sopas.

Hiziki fortalece ossos e dentes

Tem uma textura semelhante à alga arame, com filamentos finos, mas mais espessa e de cor azul, com um sabor marinho mais intenso. Em termos nutricionais, o grande destaque vai para o cálcio, pois é 14 vezes superior ao leite, além de oferecer elevados níveis de potássio, sódio, hidratos de carbono e proteínas.

O seu consumo fortalece os ossos, dentes, ajuda a combater a hipertensão e stresses de estômago, embora os especialistas alertem que seja de difícil digestão. Também beneficia na menopausa.

O modo de cozinhar a hiziki é muito semelhante à aramé (15 minutos para demolhar e mais de 30 minutos para cozer). É muito utilizada para acompanhar cereais, saladas ou como complemento de um prato.

Foto Esfera Dourada.    O filamentos finos da hiziki tem uma cor azulada e um sabor marinho mais intenso.

Agar-agar oferece um baixo nível de calorias

É uma substância mucilaginosa que é retirada de algas marinhas vermelhas, como por exemplo a gracilária, gelidium, gelidiela ou pterocladia, e que é vendida em estado desidratado em grânulos ou em pó. Esta em contacto com a água aumenta de volume.

Agar-agar é fantástica para fazer gelatinas de vegetais ou frutas, pudins, maioneses, xaropes ou molhos. Esta alga também tem um baixo nível de calorias e é rica em proteínas, vitaminas, fibras e minerais. É recomendada para perder peso, pois dá a sensação de saciedade, reduz a ingestão de gorduras e funciona como desintoxicante. Também regula o funcionamento do intestino, reduz o colesterol e reforça a elasticidade da pele, pois combate a flacidez, a celulite e protege das rugas e do acne, entre outros benefícios.

A sua utilização é simples: basta dissolver uma pequena quantidade em água quente e depois deixar solidificar até fazer a gelatina.

Foto de Esfera Dourada.    Quem nunca comeu gelatinas de fruta feita com agar-agar está na hora experimentar.

Dulse é um trunfo contra a anemia

Faz parte do grupo de algas vermelhas, também são conhecidas por “palmaria palmata”, pode ser encontrada com facilidade no Oceano Atlântico Norte e já os antigos Celtas e Vikings a consumiam com alguma regularidade.

Tem grandes quantidades de minerais como ferro (por isso é recomendada para combater a anemia), potássio, magnésio, iodo (ajuda a equilibrar a tiróide), muito pouco sódio e vitamina C (foi um dos trunfos contra o escorbuto dos marinheiros).

O seu gosto e aroma faz com que esta alga seja recomendada a comer crua em saladas, mas se for cozida então a opção podem ser pratos em que acompanha com legumes, massas, cuscuz, omelete, pizza ou quinoa, etc.

Corte as algas, deixe-as de molho cerca de dois minutos e depois pode consumir crua ou então cozinhá-la entre 10 e 20 minutos em guisados ou refogados.

Foto de Esfera Dourada.   Já os povos Celtas e Vikings consumiam com regularidade a alga dulse.

Foto de Vita-Marija em Unsplash.      Africanos e Astecas há muito que usavam spirulina nas suas refeições.

Spirulina apresenta um alto teor de proteínas

É considerada uma microalga, mas na realidade é uma cianobactéria, que tem clorofila e usa o Sol como fonte de energia, tal como as algas vulgares, que se desenvolvem bastante em lagos de água doce. Tem uma cor azul esverdeada, cresce em espiral e oferece um sabor muito intenso a alga, o que a torna agradável ou detestável. O seu consumo há muito que começou a ser feito por tribos Africanas e pelo povo Asteca.

O grande trunfo são os seus nutrientes: 65% de proteínas, rica em vitaminas, sais minerais, antioxidantes e fitoquímicos como os polissacarídeos e ficocianina.

A spirulina combate crises de artrite, diabetes, obesidade (reduz o apetite), aumenta a flora intestinal, regula anemia, alivia sintomas pré-menstrual, previne o raquitismo, debilidade em geral e o risco de doenças degenerativas. É também muito usada como suplemento para desportistas.

Mas atenção não é indicada para pessoas com problemas no sistema imunitário, pois pode aumentar os stresses com esclerose múltipla, lúpus, artrite reumatoide e também não é recomendada para pessoas que sofram de fenilcetonúria.

Na culinária, é muito usada para finalizar os pratos, como por exemplo polvilhar sobre o arroz, massas ou sopas.

Foto de Vita-Marija em Unsplash.      A spirulina é consumida essencialmente para finalizar pratos.

Musgo da Irlanda é um aliado para combater tuberculose

Também conhecida por alga musgo ou carragheen (devido ao nome da região da Irlanda onde é muito abundante), integra o grupo de algas vermelhas, da família das ropdófitas, e tem um sabor muito suave, quase neutro. Mas não se encontra apenas na Irlanda, é possível também obtê-la em países como na Grécia, Cabo Verde, Japão ou Alasca. A sua composição destaca-se pela riqueza em potássio, iodo, cálcio e ferro, além das vitaminas, em particular a A e de ácidos gordos insaturados e proteínas.

Esta alga marinha é muito utilizada para tratar tuberculose, úlceras, dor de garganta, bronquite, cistite, gastrite, glândulas inchadas, indigestão, diarreia, pele seca e problemas na tiróide, como por exemplo o hipotireoidismo.

Na culinária, antes de consumir é necessário demolhar durante 30 minutos. Esta pode ser usada em saladas, purés, sopas ou como verdura.

O musgo-irlandês está contraindicado para indivíduos que utilizam medicamentos anticoagulantes.


Ulva ou alface-do-mar também se encontra na costa portuguesa

A alface-do-mar é da família das ulvaceas. Esta espécie de alga que cresce agarrada às rochas de baixa profundidade e apresentam folhas ovais, circulares, ou mesmo longas e estreitas, com uma textura fina e sedosa. A cor verde viva é a dominante. Nas zonas costeiras, um pouco por todo o mundo, como por exemplo em Portugal, Escandinávia, Grã-Bretanha, Irlanda, China e Japão (onde é conhecida por aosa) é possível encontrá-las.

É extremamente rica em proteínas, vitaminas, fibras, ferro e o seu consumo estimula a respiração celular e a regeneração das células, além de ter um efeito antioxidante e de limpeza de radicais livres do organismo.

Para consumir, basta mergulhar em água com um pouco de sal durante cinco minutos, para hidratar. Depois é deixar cozinhar até 30 minutos. Pode ser usada em cru, em saladas, ovos mexidos, mas também pode ser cozinhada em sopas ou estufadas.

Foto de Esfera Dourada.    Pode ser consumida em saladas, em ovos mexidos e em muitos outros cozinhados.

Nome científico de algas 

Nomes comuns de algas

ALGAS CASTANHAS
 
Ascophylum nodosum Rockweed, Egg wrack, Bladderwrack
Fucus spp Bodelha, Botelho, Fava do Mar, Spiral wrack
Himanthalia elongata Esparguete do Mar, Sea spaghetti,
Undaria pinnatifida Wakame, kelp
Laminaria digitata Kombu, kelp
Laminaria japonica/ Saccharina japónica Sea tangle, Kombu, Japanese kelp
Saccharina latíssima Sugar kelp, Royal kombu
Alaria esculenta Wakame atlântico, Wing kelp, Dabberlocks
ALGAS VERMELHAS
Palmaria palmata Botelho comprido, Dulse, Dilisk
Porphyra spp (umbilicalis, tenera, yezoensis, dioica) Erva-patinha, Nori, Laver
Chondrus crispus Musgo irlandês, Lichen, Irish moss
Mastocarpus stellatus False Irish moss
Gracilaria verrucosa Ogonori, Wart weed
Lithothamnium calcareum Maerl
ALGAS VERDES
Ulva spp. Alface do mar, Sea-lettuce
Enteromorpha (now Ulva) Erva-patinha verde, Gut laver, Aonori

Fonte: Seaweed Industry Association; Tabela oficial da UE.

 

Este texto é uma tomada de consciência. De acordo com a estação do ano e o momento em que se encontra, cabe a cada um sentir se deve consumir este alimento. A dosagem e frequência depende da natureza e da condição física de cada Ser Humano.

 

Sinta mais sobre algas em:

Algas alimentam, tratam e até criam o plástico do futuro

 

Reforce a sua consciência em:

https://www.celeiro.pt/conteudo/detalhe/algas

http://www.fao.org/3/a-i4899e.pdf

http://souvegetariano.com/colunas/algas-um-verdadeiro-mar-de-proteinas/

https://zap.aeiou.pt/estudante-alemao-cria-embalagem-biodegradavel-algas-marinhas-mortas-156004

https://biosom.com.br/blog/alimentacao/10-principais-tipos-de-algas-marinhas-comestiveis/

https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/12592/1/Mara%20Sofia%20Rodrigues.pdf

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