Obsessão por uma alimentação perfeita é um desequilíbrio?

Foto de Werner Heiber em Pixabay.      A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a ortorexia já afeta 28% da população dos países ocidentais.

Ter uma alimentação correta e saudável é fundamental para qualquer ser vivo, no entanto, quando essa preocupação se torna num comportamento obsessivo, então o caso muda de figura e pode haver implicações a nível físico e emocional. É a chamada ortorexia (palavra oriunda do grego ‘orthos’, que significa correto, e ‘orexia’, que indica apetite). Esta expressão foi usada pela primeira vez para definir este distúrbio, em 1997, por Steven Bratman, médico norte-americano e autor do livro Food Junkie (Viciados na comida saudável). Para Bratman, a ortorexia começa pela virtude de conseguir um corpo saudável, mas acaba por se tornar numa obsessão pelo controlo rígido e pela restrição de certos alimentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a ortorexia já afeta 28% da população dos países ocidentais e a tendência é para aumentar. Já para Portugal não existem números oficiais até porque como diz Ana Rita Lopes, coordenadora da Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa, em declarações no site do hospital, a ortorexia não é ainda “considerada uma doença do comportamento alimentar, tal como a anorexia e bulimia nervosas”.

Na fase inicial, estas pessoas retiram da sua alimentação certas substâncias que consideram nocivas, como por exemplo corantes, conservantes, gorduras, açúcar refinado, sal, agrotóxicos, pesticidas, entre outros. Mas a obsessão levam-nas ao extremo e aí limitam drasticamente a variedade alimentar, pois excluem alimentos como carnes, produtos lácteos, gorduras e hidratos de carbono sem fazer as adequadas substituições. O resultado são carências nutricionais que podem originar distúrbios graves e que originam mesmo doenças, alertam os nutricionistas.

Os sinais de alarme surgem, segundo os especialistas, quando uma pessoa demora tempo demais nas compras (faz análise minuciosa de todos o ingredientes constantes nos rótulos dos alimentos), leva uma eternidade para decidir o seu prato (avalia de forma exaustiva todas as propriedades da refeição), mostra-se angustiada quando come algo que acha que não devia, recusa-se a comer se considera que o prato não é o mais saudável ou leva mesmo a sua própria refeição para o restaurante.

“Esta preocupação desmesurada com a alimentação leva a que estes indivíduos dediquem cada vez mais tempo a planear as suas refeições e menos tempo ao lazer, podendo ter um impacto negativo na sua vida social”, frisa ainda Ana Rita Lopes.

Na prática, a consciência de ter uma alimentação saudável acaba por se tornar numa obsessão que pode acabar num pesadelo para o corpo, alma e espírito, com repercussões incalculáveis.

Foto de RitaE em Pixabay.      Um dos sinais de alerta da ortorexia é quando a pessoa leva mais tempo a planear as refeições do que a divertir-se e a ter vida social.  

 

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Reforce a sua consciência em:

https://rotasaude.lusiadas.pt/ortorexia-obsessao/

https://saude.abril.com.br/alimentacao/ortorexia-obsessao-pela-dieta-perfeita/

http://revistaglamour.globo.com/Beleza/Saude/noticia/2017/11/ortorexia-veja-10-sintomas-de-quem-pode-ter-o-transtorno-alimentar.html

https://www.tuasaude.com/ortorexia/

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